Mirabela sedia lançamento do projeto “Vitrine de Barraginhas” da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

A zona rural de Mirabela recebeu nesta sexta-feira (29) o lançamento oficial do projeto “Construção de Barraginhas e outras Práticas Mecânicas de Conservação de Água e Solo”, iniciativa coordenada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais como parte das ações de enfrentamento à crise climática no estado.O evento aconteceu na comunidade rural do Córrego do Salto e reuniu produtores rurais, lideranças comunitárias, técnicos agrícolas, representantes de órgãos estaduais e federais, além de autoridades políticas da região Norte de Minas. A ação contou com participação de instituições parceiras como a Emater-MG, Embrapa, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sistema Faemg Senar e apoio da Associação Mineira de Municípios.

O projeto integra o Plano Legislativo de Articulação e Monitoramento de Ações Relacionadas à Crise Climática, criado pela ALMG após debates técnicos sobre os impactos da seca e dos eventos climáticos extremos em Minas Gerais.

Mirabela foi escolhida como referência para o Norte de MinasMirabela foi selecionada para sediar uma das três “vitrines de barraginhas” implantadas em Minas Gerais, ao lado dos municípios de Periquito, no Vale do Rio Doce, e Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha. A escolha ocorreu devido às características climáticas da região e à necessidade de fortalecer ações de segurança hídrica no semiárido mineiro.

As chamadas vitrines tecnológicas funcionam como unidades demonstrativas, mostrando na prática técnicas de conservação de água e solo, incluindo:construção de barraginhas;terraços agrícolas;proteção de nascentes;recuperação de matas ciliares;adequação ambiental de estradas vicinais.Segundo os organizadores, o objetivo é demonstrar aos produtores rurais soluções simples, acessíveis e eficientes para retenção da água da chuva, redução da erosão e aumento da infiltração no solo.

O que são barraginhas?As barraginhas são pequenas bacias escavadas no solo que captam a água das enxurradas durante as chuvas. Em vez da água escorrer provocando erosões e assoreamento, ela infiltra lentamente no terreno, ajudando na recarga do lençol freático e fortalecendo nascentes e áreas produtivas.

A tecnologia já vem sendo aplicada em diversas regiões de Minas Gerais e do semiárido brasileiro, especialmente em áreas afetadas pela estiagem. Experiências anteriores apoiadas pela Emater-MG e pela Codevasf demonstraram melhora na disponibilidade hídrica, recuperação de pastagens e fortalecimento da agricultura familiar.

Evento reuniu produtores, técnicos e lideranças políticasDurante o lançamento em Mirabela, os participantes acompanharam apresentações técnicas, demonstrações em maquetes e visitas de campo aos locais de implantação das estruturas. O encontro também promoveu debates sobre preservação ambiental, sustentabilidade no campo e convivência com os períodos de seca prolongada.

A presença de representantes estaduais e federais reforçou a importância estratégica do projeto para o Norte de Minas, região historicamente impactada pela escassez hídrica. A expectativa é que a iniciativa sirva de modelo para outros municípios mineiros.Cada unidade demonstrativa possui investimento estimado em cerca de R$ 300 mil, financiados por recursos do Programa de Conversão de Multas Ambientais (Pecma).

Projeto busca fortalecer o campo e enfrentar a crise climáticaAlém da preservação ambiental, o projeto pretende melhorar as condições de produção agrícola, garantir maior segurança hídrica às famílias rurais e aumentar a resiliência das comunidades diante das mudanças climáticas.A iniciativa também possui caráter educativo, incentivando produtores e municípios a adotarem práticas sustentáveis de manejo do solo e da água em propriedades rurais.Segundo informações divulgadas pela ALMG e parceiros do projeto, a proposta é transformar as vitrines de barraginhas em exemplos permanentes de recuperação ambiental e fortalecimento da agricultura no interior mineiro.

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